O tabuleiro geopolítico entre Estados Unidos e Venezuela voltou a tremer. O Miami Herald revelou — com base em fontes diretas — que Donald Trump teria enviado um ultimato explícito a Nicolás Maduro: deixar o país imediatamente em troca de salvo-conduto para a família. Maduro teria rejeitado a oferta e apresentado exigências impraticáveis, como imunidade judicial global e a manutenção do controle das Forças Armadas mesmo após renunciar. Washington recusou. Trump confirmou apenas "um telefonema", dizendo não querer classificá-lo como "bom ou ruim". Na prática, foi tudo menos trivial. A polêmica dos ataques letaisReportagens exclusivas do Washington Post e da CNN revelaram que Pete Hegseth, secretário de Guerra, teria dado ordens verbais para matar sobreviventes de um barco suspeito de tráfico no Caribe —algo que, se confirmado, pode configurar crime de guerra. Após um primeiro ataque com mísseis, imagens de drone mostraram dois sobreviventes agarrados a destroços. Um segundo ataque, ordenado para eliminá-los, teria sido executado para "cumprir instruções". A Casa Branca nega ilegalidades e afirma que a decisão foi do almirante Frank "Mitch" Bradley, "agindo dentro da autoridade". Mas congressistas republicanos e democratas já abriram investigações bipartidárias. Contradições em sérieEm editorial, o Wall Street Journal defendeu "aumentar a pressão" para derrubar Maduro, argumentando que isso seria de "interesse nacional dos EUA". Mas o discurso que Trump usa contra Maduro argumentando que trata-se de uma questão de combate a cartéis de tráfico de drogas perde coerência quando o próprio Trump defende o perdão a Juan Orlando Hernández, ex-presidente hondurenho condenado por tráfico, que, segundo ele, seria vítima de uma "armação de Biden". Catástrofe climática devasta o sudeste asiáticoMais de 1.100 mortos e centenas de desaparecidos em Sri Lanka, Indonésia, Tailândia e Malásia. A região vive uma das piores crises climáticas já registradas. O quadro geral- Indonésia: 604 mortos, 464 desaparecidos.
- Sri Lanka: 366 mortos, 366 desaparecidos -- o país declarou estado de emergência.
- Tailândia e Malásia: dezenas de mortes e milhões de deslocados.
O que explica a tragédia? A convergência rara entre monções excepcionalmente intensas e dois ciclones tropicais — Ditwah e Senyar — formou a tempestade perfeita. Cientistas consultados por veículos internacionais apontam o mesmo vetor: a crise climática ampliou chuva extrema e fortaleceu ciclones, alimentados por oceanos mais quentes. Infraestruturas críticas falharam em cascata: 11 pontes colapsaram em Sumatra; rodovias desapareceram sob a água. Irã pode ter de evacuar TeerãA CNN relata que a crise hídrica é tão severa que o presidente Masoud Pezeshkian cogita evacuar a capital. Reservatórios estão em níveis colapsados (o Latyan, com apenas 9%). Décadas de má gestão agrícola + mudança climática = uma megalópole à beira do colapso. Problemas na Airbus A empresa enfrenta um erro industrial em painéis metálicos de centenas de jatos A320. Dias antes, havia alertado sobre vulnerabilidade dos aviões a explosões solares. A soma dos problemas reacende debates sobre a fragilidade das cadeias globais de produção aeronáutica. Honduras e o endosso de TrumpNasry Asfura (conservador) leva leve vantagem sobre Salvador Nasralla, em eleição milimétrica. O apoio explícito de Trump -- e a ameaça de cortar ajuda externa -- gerou acusações de interferência eleitoral. |
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