As negociações de paz para a Ucrânia voltaram a dominar a cena internacional nesta segunda-feira em Genebra, onde diplomatas dos EUA e da Ucrânia passaram a manhã ajustando os últimos pontos de um plano de 28 itens que o presidente Donald Trump quer ver concluído até quinta-feira, feriado de Ação de Graças nos EUA — o prazo-limite para que Kiev aceite o acordo ou arrisque perder o apoio militar americano. A rodada de domingo terminou com uma declaração conjunta anunciando um "quadro de paz atualizado e refinado". O secretário de Estado Marco Rubio chamou o encontro de "provavelmente o dia mais produtivo" desde o início das conversas. A mensagem é clara: o relógio corre e o acordo precisa nascer sob pressão. Soberania no centro do jogo O otimismo americano contrasta com o mal-estar inicial provocado pelo rascunho do plano — descrito por diplomatas europeus como uma "lista de desejos do Kremlin" por exigir que a Ucrânia cedesse território, reduzisse seu Exército a 600 mil homens e abrisse mão do caminho para a Otan. Mas, segundo fontes da Casa Branca e de Kiev, as revisões feitas em Genebra suavizaram os pontos mais explosivos. Representantes ucranianos dizem agora que o texto "reflete os interesses de segurança nacional" do país e que suas principais preocupações foram "minuciosamente abordadas". Volodymyr Zelensky manteve a linha dura sobre princípios: - "Buscamos compromissos que nos fortaleçam, não que nos enfraqueçam."
- "A regra que manteve a Europa estável por décadas precisa ser respeitada: fronteiras não podem ser alteradas pela força."
- "É perigoso fingir que a agressão pode ser ignorada."
O avanço foi comemorado na Europa. O ministro alemão Johann Wadephul chamou o resultado de "sucesso decisivo", sublinhando que temas ligados à Europa e à OTAN foram removidos da versão atual. Essas discussões ocorrerão em um canal separado, fora da negociação bilateral EUA-Ucrânia. A política doméstica americana, porém, segue turbulenta. O senador Angus King afirmou que o primeiro rascunho parecia ter sido "escrito em Moscou". Rubio rebateu, dizendo que o plano é "obra dos EUA" e serve como uma estrutura, não um acordo fechado. Espanha: Procurador-Geral cai após veredito O procurador-geral da Espanha, Álvaro García Ortiz, renunciou nesta segunda-feira após ser condenado pelo Supremo por vazar informações confidenciais em um caso fiscal envolvendo a parceira de uma figura da oposição. Nomeado por Pedro Sánchez em 2022, ele disse que deixa o cargo por "profundo respeito" às decisões judiciais. É um golpe sensível para o governo espanhol. Bezos, de volta ao comando e 99% dedicado à IAJeff Bezos reassume posição executiva pela primeira vez desde que se afastou da Amazon: agora é co-CEO da startup Project Prometheus, dedicada a IA. Ele diz estar "inteiramente dedicado — 99% — a inteligência artificial", e descreve sua fase atual como a de um inventor em busca de um novo "fogo" tecnológico. A movimentação de Bezos ocorre em meio a tensões dentro do movimento trumpista: enquanto Trump defende menos regulação para competir com a China, setores populistas pressionam por políticas que protejam empregos diante do avanço da automação. "Slender Man": Morgan Geyser é recapturadaMorgan Geyser, 23, condenada em 2014 por esfaquear uma colega para "agradar" o personagem fictício Slender Man, foi recapturada após romper a pulseira de monitoramento e fugir de uma casa de recuperação em Wisconsin. Ela foi encontrada em um posto de caminhões em Illinois. O caso havia chocado os EUA há mais de uma década. Terapia gênica revoluciona tratamento da Síndrome de HunterOliver Chu, 3 anos, surpreende médicos britânicos após receber a primeira terapia genética do mundo para a Síndrome de Hunter, doença rara semelhante a uma "demência infantil", mostra reportagem da BBC. Um ano após o tratamento, o menino produz "centenas de vezes" a quantidade normal da enzima que lhe faltava e apresenta melhora cognitiva dramática. Investigação: comércio de partes humanas em Serra Leoa Uma reportagem infiltrada da BBC Africa Eye expôs o mercado clandestino de partes humanas usadas em rituais de juju. Um praticante ofereceu o "preço de uma mulher" por 70 milhões de leones. O país enfrenta enorme dificuldade para investigar: há apenas um patologista para quase 9 milhões de habitantes. Alemanha bebe menos CervejaO consumo de cerveja na Alemanha está em queda acelerada — reflexo de custos altos, mudança de hábitos e competição com o entretenimento online. Mais de 50 cervejarias fecharam no último ano. A tradicional Paulaner agora vende mais produtos não alcoólicos do que cerveja no mercado doméstico. Veja reportagem do The New York Times. Grã-Bretanha teme "outro Brexit"No Reino Unido, cresce o temor de que um futuro referendo sobre a unificação da Irlanda se transforme em "outro Brexit", impulsionado por slogans e poucas respostas concretas. Especialistas dizem que Londres e Dublin estão "lamentavelmente despreparadas" para um processo que poderia girar de forma abrupta. |
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