| Hong Kong enfrenta sua pior tragédia urbana em décadas. Ao menos 44 pessoas morreram e 279 seguem desaparecidas após um incêndio atingir vários blocos de 32 andares do complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po. O fogo se espalhou rapidamente por andaimes de bambu e telas de obra, estruturas tradicionais que estavam sendo gradualmente restringidas por riscos de segurança. Mais de 900 moradores foram evacuados, e equipes ainda têm dificuldade de acessar os andares superiores por causa do calor extremo e da queda de detritos. Três pessoas -- dois diretores de uma empresa de construção e um consultor -- foram presas por suspeita de homicídio culposo. Xi Jinping pediu "esforços totais" para conter o incêndio, enquanto escolas e vias importantes continuam fechadas. Ataque em Washington: dois guardas nacionais baleados, suspeito detido e investigação de terrorismoA poucos quarteirões da Casa Branca, dois membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental foram baleados na tarde de quarta-feira durante uma patrulha. Imagens de segurança indicam que eles foram emboscados por um único atirador, segundo a polícia. Os guardas estão em estado crítico, e o suspeito — também ferido — foi identificado por fontes da NBC News como um cidadão afegão. O FBI investiga o caso como possível ato de terrorismo, embora não haja motivo conhecido até agora. O ataque desencadeou forte reação política: - Trump chamou o agressor de "animal" e prometeu que "pagará um preço alto".
- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, contrariando decisão judicial, ordenou o envio de mais 500 soldados da Guarda Nacional às ruas de Washington.
- O vice-presidente JD Vance comentou o ataque em discurso militar e viralizou ao fazer piadas sobre peru minutos depois -- gesto criticado pela dissonância.
- O caso reacende o debate sobre a legalidade do uso da Guarda Nacional como força policial e sobre a escalada de tensão institucional na capital americana.
Ucrânia: Europa rejeita concessões territoriais e vê Rússia sem vontade de negociarA proposta de Donald Trump para encerrar a guerra -- que prevê concessões territoriais à Rússia e limites ao Exército ucraniano -- gerou forte reação europeia. Ursula von der Leyen alertou que "carimbar o desmembramento de um país soberano" abriria caminho para novas guerras, e disse que não há sinais de que Moscou queira negociar seriamente. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou ver "zero indicação" de disposição russa por um cessar-fogo, rejeitou qualquer redução das forças ucranianas e lembrou que, se a Rússia pudesse vencer militarmente, "já o teria feito". Bruxelas pressiona para usar ativos russos congelados na reconstrução, enquanto cresce o desconforto com o papel do enviado de Trump, Steve Witkoff, que deve se reunir com Putin nos próximos dias e foi criticado após gravações sugerirem proximidade com o Kremlin. Kiev afirma que algumas das exigências mais pró-Moscou já foram retiradas do plano, mas teme que Washington aceite um acordo que legitime a agressão russa. Nigéria: sequestros em massa se agravamO governo nigeriano confirmou a libertação das 24 estudantes sequestradas em 17 de novembro no estado de Kebbi, onde dois funcionários foram mortos. Mas a crise cresceu: mais de 250 alunos e funcionários continuam desaparecidos após o ataque ao colégio católico St. Mary's, em Níger -- um dos maiores sequestros em massa do país. Tinubu reforçou tropas e vigilância aérea e cancelou sua ida ao G20. Desde 2014, mais de 1.500 crianças foram raptadas em escolas por jihadistas e quadrilhas armadas, enquanto cresce a pressão interna e internacional para que o governo garanta segurança básica às instituições de ensino. Filha de Jacob Zuma investigada por recrutar homens para lutar na Ucrânia A polícia sul-africana investiga Duduzile Zuma-Sambudla, filha do ex-presidente Jacob Zuma, acusada por sua irmã Nkosazana Zuma-Mncube de enganar 17 homens que teriam viajado à Rússia sob o pretexto de participar de um curso de treinamento paramilitar — mas que acabaram entregues a um grupo mercenário russo e enviados ao front na Ucrânia sem consentimento. Oito desses homens seriam parentes da própria denunciante. Em vídeos enviados ao News24, alguns deles afirmam ter assinado contratos em russo que não compreendiam e dizem que Duduzile prometera treinar com eles por um ano. Duduzile nega e apresentou uma queixa própria, afirmando ter sido enganada por terceiros. O caso, conduzido pela unidade de crimes graves Hawks, está em fase inicial, mas envolve possíveis violações das leis sul-africanas contra tráfico de pessoas, aliciamento para forças estrangeiras e fraude -- e ilustra o alcance de redes internacionais de recrutamento para a guerra. Veja reportagem do The Guardian (texto em inglês). Vulcão volta a entrar em atividade após 12 mil anosO Hayli Gubbi, na Etiópia, entrou em erupção pela primeira vez em milênios, lançando cinzas a 15 km de altura e afetando aldeias na região Afar. Maduro convoca ato "anti-imperialista"No bicentenário da entrega da espada de Bolívar, Nicolás Maduro discursou em Caracas com o símbolo histórico em mãos e uniforme camuflado, dizendo que "o fracasso não é uma opção" diante do que chama de ameaças dos EUA. O ato ocorre após operações americanas que deixaram mais de 80 mortos em embarcações que Washington associa ao tráfico e que Maduro afirma serem de pescadores. O governo venezuelano acusa os EUA de cobiçar recursos naturais do país e rejeita a designação do Cartel de los Soles como grupo terrorista, decisão que amplia o alcance de ações militares. Lula, no G20, manifestou preocupação com a escalada no Caribe. |
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