| Em um cenário global marcado por imprevisibilidade, um dos grandes desafios dos profissionais de marketing em 2026 será a 'reconquista da confiança'. Essa é uma das principais conclusões do relatório Marketing Insights, produzido pela GoAd Media, com apoio da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes). Segundo o estudo, produzido com base em entrevistas realizadas com líderes de marcas e de institutos de pesquisa, além da curadoria em festivais globais de inovação, criatividade e negócios, os departamentos de marketing das empresas terão um ano marcado por avanços tecnológicos acelerados, hiperfragmentação das jornadas de consumo e pessoas 'mais céticas e exigentes'. Para convencer os consumidores, as marcas precisarão equilibrar consistência criativa, relevância cultural, inteligência de dados e responsabilidade social em um ambiente de alta pressão por eficiência. O custo da hesitaçãoO aumento de deepfakes, a proliferação de informações duvidosas e a erosão da credibilidade digital criaram o que a Accenture definiu como 'custo da hesitação': consumidores pesquisam mais, questionam mais e esperam mais clareza das marcas. Por isso, solidificar as camadas humanas de criatividade e de consistência de marca será mais do que um diferencial competitivo: passa a ser quase uma obrigação em um cenário que tende a ficar cada vez mais pasteurizado em escala, a partir do amplo uso das plataformas de criação de experiências automatizadas. Por aqui, um 'otimismo cauteloso'Neste ano, sete executivos nacionais foram ouvidos pelo relatório: Alessandra Souza (vice-presidente de marketing da Stellantis para a América do Sul); Ana Gabriela Lopes (sócia e diretora de marketing e insights do iFood); Flavia Barros (CMO da Leroy Merlin); Marcela Mariano (CMO da Ypê); Marcelo Bronze (vice-presidente de marketing da Danone); Renato Camargo (vice-presidente de marketing das Farmácias Pague Menos & Extrafarma) e Taciana Lopes (vice-presidente sênior de marketing da Mastercard). Em 2026, o calendário nacional será marcado por tensão e sobrecarga de estímulos: 10 feriados obrigatórios; a Copa do Mundo, entre 11 de junho e 19 de julho; e as eleições, com primeiro turno em 4 de outubro e segundo turno em 25 de outubro. Esse cenário elevará a disputa por atenção e exigirá que, sem renunciar à coerência narrativa, as marcas combinem consistência criativa e agilidade operacional. Assim, segundo os profissionais, o mercado nacional será moldado por um otimismo cauteloso, marcado pela hipercompetitividade e pela busca do equilíbrio entre potência cultural e eficiência impulsionada por ferramentas de inteligência artificial. A integração entre marketing, dados, tecnologia e produto será essencial para simplificar as operações e responder rapidamente às dinâmicas de comportamento do consumidor. Se 2025 consolidou a adaptação ao caos, 2026 exigirá transformar complexidade em clareza, entregando valor perceptível ao público e reduzindo ruídos na comunicação. |
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