No dia seguinte, na Baixada Fluminense, outro integrante do Republicanos, Marcos Henrique Matos de Aquino, vereador mais votado de São João de Meriti, foi detido dirigindo um carro oficial durante uma operação que investigava o avanço do Comando Vermelho.
Aquino foi preso portando uma arma irregular e remédios controlados. O vereador pagou fiança, falou em perseguição política e saiu — mas a polícia agora investiga a relação dele e do irmão com o CV.
O mês de novembro também reservou outra notícia bombástica no Republicanos. O prefeito que o partido tratava como potencial candidato ao governo paulista em 2026 (caso Tarcísio se lance à Presidência) foi afastado por chefiar uma organização criminosa em Sorocaba.
Rodrigo Manga foi acusado pela PF de liderar uma organização criminosa com dois núcleos: um financeiro, que lavava dinheiro por meio da empresa da primeira-dama e de contratos com uma igreja; e um político, responsável por negociar contratos e propinas na saúde municipal.
A sucessão de casos impressiona pelo número e pelo contraste com a imagem que o partido tenta projetar.
O Republicanos se vende como guardião da ordem, da moralidade e, segundo o que diz Ney Santos na propaganda na TV, é "o maior partido conservador no Brasil".
Mas as histórias se repetem: Baixada, Minas, Amazônia e Sorocaba.
Uma sequência de investigações por corrupção, lavagem de dinheiro e relações com PCC e Comando Vermelho convivendo em absoluta harmonia com o tal discurso conservador.
Esse panorama ganha ainda mais peso porque Tarcísio de Freitas é, hoje, virtual candidato à Presidência da República em 2026, enquanto Hugo Motta comanda a Câmara dos Deputados.
O Republicanos não é um coadjuvante: é o partido que controla o principal governo da direita.
Por isso, entender o entorno político que esses líderes constroem é fundamental para compreender o perigo do projeto que quer comandar o país.
Post a Comment