As 6 ações de dividendos para atravessar a volatilidade das eleições

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As 6 ações de dividendos para atravessar a volatilidade das eleições
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2026

As 6 ações de dividendos para atravessar a volatilidade das eleições

A melhora do humor com os ativos brasileiros, alimentada pela percepção de uma corrida presidencial mais equilibrada, recolocou o Ibovespa perto das máximas do ano. A bolsa recuperou boa parte das perdas de agosto, enquanto o dólar recuou e os juros futuros renovaram mínimas recentes. Mas, para as casas de análise, o momento ainda não é de trocar previsibilidade por aposta eleitoral.

As carteiras de dividendos montadas para setembro mostram exatamente isso. Em vez de perseguir ações mais sensíveis ao noticiário político, corretoras e bancos seguem concentrando suas recomendações em companhias capazes de gerar caixa de forma consistente e distribuir proventos elevados, independentemente de quem vença a eleição. O Índice de Dividendos (IDIV), afinal, encerrou agosto com queda de 1,65%, desempenho inferior ao do Ibovespa.

Entre as dez instituições consultadas pelo InfoMoney, seis ações apareceram em pelo menos metade das carteiras recomendadas para o mês. Petrobras lidera com folga, presente em oito das dez seleções, seguida por Allos e Axia Energia, com sete indicações cada. Itaú Unibanco recebeu seis recomendações, enquanto Vale e Copel fecharam a lista das favoritas, com cinco menções cada.

A preferência reflete uma busca por empresas que combinam dividendos robustos, balanços sólidos e valuations considerados atrativos. No caso da Petrobras, as casas destacam a forte geração de caixa e a perspectiva de retornos de dois dígitos ao acionista. Já Allos chama atenção pelo potencial de distribuição de dividendos próximo de 13% e pela previsibilidade do negócio de shopping centers. No setor elétrico, Axia Energia e Copel aparecem como apostas defensivas, beneficiadas por receitas mais estáveis e menor exposição aos ciclos econômicos.

O recado das carteiras de setembro é claro: embora o mercado tenha retomado o apetite por risco com a melhora do cenário eleitoral, os analistas ainda preferem empresas capazes de entregar retorno mesmo sem uma reprecificação política dos ativos brasileiros. Em um ambiente marcado por incertezas sobre a eleição, a combinação de geração de caixa, dividendos e menor volatilidade continua sendo vista como o melhor porto seguro para o investidor.

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