A proximidade do primeiro turno das eleições levanta dúvidas entre investidores sobre a necessidade de pausar aportes ou enfrentar a possível volatilidade do período. Um estudo do UBS comparou dados históricos e não encontrou um padrão consistente de estresse adicional na Bolsa, no câmbio e na renda fixa durante anos eleitorais.
Apesar da média histórica estável, especialistas apontam que o cenário atual apresenta particularidades, como mudanças direcionais nos preços conforme as pesquisas alteram as expectativas fiscais. Recentemente, o Ibovespa registrou sequências atípicas de 12 quedas seguidas e 11 altas consecutivas, o que gera divergências sobre o real risco de oscilação do mercado.
Para proteger o patrimônio, gestores recomendam cautela com empresas estatais, sugerindo um teto de 10% de exposição para evitar riscos de manchetes políticas. Estratégias alternativas incluem a montagem de carteiras específicas para diferentes cenários de vitória, selecionando desde exportadoras defensivas até empresas cíclicas favorecidas por juros menores.
Na renda fixa, o consenso entre analistas aponta para o aumento do espaço para títulos prefixados nas carteiras, impulsionado por dados de inflação que sugerem a continuidade da queda da Selic. No entanto, o mercado de crédito privado exige critério rigoroso devido ao aumento de processos de recuperação judicial e dificuldades de refinanciamento de empresas alavancadas.
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