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Domingo, 5 de julho de 2026

Petrobras deve pagar menos dividendos com queda do petróleo; o que fazer com ação?

A queda do preço do petróleo, após o alívio das tensões no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz, já começou a afetar as projeções de dividendos da Petrobras. 

O Brent, que chegou a US$ 118 no auge da guerra, era negociado perto de US$ 72,20 na última sexta-feira (3), o que levou casas como a Terra Investimentos a revisar para baixo as estimativas de dividend yield da estatal para 2026 e 2027. 

Segundo Régis Chinchila, analista de research da Terra, “como o preço do petróleo é o principal direcionador da geração de caixa da Petrobras, um Brent em patamares mais baixos tende a reduzir o potencial de distribuição de dividendos”.

Na avaliação dos analistas, o movimento recente reflete a retirada do prêmio de risco geopolítico do petróleo. “Nas últimas semanas, o Brent perdeu parte do prêmio de risco geopolítico após o avanço das negociações entre EUA e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, fatores que reduziram o receio de interrupções relevantes na oferta global”, afirmou Chinchila.

A leitura é parecida na Zero Markets Brasil. Para Marcos Praça, diretor de análise da casa, a Petrobras deve continuar lucrativa, mas em um ambiente menos favorável para pagamentos extraordinários: “A empresa continua bastante lucrativa graças ao baixo custo de extração do pré-sal, mas a expectativa é de dividendos menores do que em um cenário de Brent acima de US$ 80”.

Ainda assim, a recomendação predominante do mercado segue positiva para a ação. Analistas destacam que a Petrobras continua sendo uma das principais opções da Bolsa para investidores em busca de renda passiva, mesmo sem repetir os dividendos excepcionais vistos em momentos de petróleo mais alto. 

Para quem já tem o papel na carteira, Chinchila afirma que “a estratégia mais adequada continua sendo manter a posição”, argumentando que a tese da companhia não se deteriorou estruturalmente. 

Já para quem pensa em entrar, ele avalia que “a volatilidade recente abre uma janela de oportunidade tática para o investidor de longo prazo acumular um ativo gerador de caixa a um preço de entrada mais atrativo”, desde que a decisão esteja alinhada ao perfil de risco do investidor.

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