O índice de small caps (SMLL) vive um ano mais difícil na Bolsa até aqui. No primeiro semestre, o indicador acumulou queda de 4,58%, enquanto o Ibovespa avançou 6,76%. Mesmo com o desempenho inferior, analistas continuam vendo nas empresas de menor capitalização uma das maiores assimetrias de preço do mercado brasileiro e seguem reforçando suas apostas no segmento.
A principal justificativa está no valuation. Segundo a Genial, as small caps negociam a 8,7 vezes o lucro projetado, cerca de 33% abaixo da média histórica — o maior desconto entre os diferentes recortes de tamanho da Bolsa. O cenário, porém, ainda impõe obstáculos: real pressionado, saída de capital estrangeiro e abertura da curva de juros nos vencimentos mais longos ajudam a explicar por que os preços deprimidos ainda não se converteram em fluxo comprador.
Nas carteiras recomendadas acompanhadas pelo InfoMoney, Orizon (ORVR3) aparece novamente entre as ações mais citadas, agora dividindo a liderança com Marcopolo (POMO4), ambas com cinco recomendações. Em seguida, aparecem 3tentos (TTEN3), C&A (CEAB3) e Cury (CURY3), com quatro indicações cada. A entrada de Marcopolo entre os destaques reflete o impulso trazido pelos volumes contratados no programa Caminho da Escola, enquanto a Orizon segue apoiada em uma tese de crescimento ligada à valorização de resíduos, biometano e créditos de carbono.
Também chamam atenção as teses específicas das demais companhias. A 3tentos recuperou a confiança do mercado após um primeiro trimestre acima do esperado, com melhora operacional e perspectiva de revisões positivas de estimativas. Já a C&A segue sustentada pela execução consistente no varejo de moda, com avanço do canal digital e expansão do C&A Pay. No caso da Cury, o mercado vê uma combinação atrativa de crescimento, geração de caixa e dividendos, reforçada pela ampliação das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida, que aumentou o mercado potencial da companhia.
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