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Quarta-feira, 8 de julho de 2026

10 aplicações de renda fixa mais recomendadas para travar juros altos

O início do ciclo de corte de juros voltou a acender o sinal de alerta para investidores de renda fixa: com a Selic em queda, a oportunidade de travar taxas elevadas tende a diminuir. Mesmo após o Copom reduzir a taxa básica para 14,25% ao ano, os juros nominais e reais seguem em patamar historicamente alto, o que mantém o mercado de renda fixa bastante atrativo neste começo de julho.

Nesse contexto, o grande destaque das recomendações de bancos e corretoras são os títulos atrelados à inflação, especialmente os de prazo mais longo. A lógica é aproveitar taxas reais próximas ou acima de 7% ao ano, somadas ao IPCA, em um momento em que a inflação resistente e as incertezas fiscais seguem pressionando a curva longa. O custo dessa estratégia é maior volatilidade no curto prazo, mas a compensação está no prêmio elevado para quem puder carregar o papel até o vencimento.

Entre os papéis mais recomendados estão debêntures incentivadas como a da Ecovias Raposo Castelo, que oferece IPCA + 8,15% e lidera a lista pela combinação de taxa alta e prazo mais curto, e a da Energisa, com IPCA + 7,55%, apoiada na previsibilidade do setor elétrico. Também aparecem Sabesp, Equatorial Goiás e Klabin. Para quem prefere evitar risco de crédito privado, a NTN-B Principal 2035 surge como alternativa relevante, pagando IPCA + 7,39% com risco soberano.

Os títulos prefixados aparecem em segundo plano, mas ainda são vistos como interessantes para investidores com horizonte mais longo e convicção de que os juros vão continuar caindo. Nesse grupo, ganham destaque o CDB do Banco C6, que paga 14,80% e conta com cobertura do FGC, e a debênture incentivada da Coelba, com taxa prefixada de 13,50% e isenção de Imposto de Renda. Ainda assim, as casas recomendam cautela nesse segmento por causa da oscilação da curva.

Já os pós-fixados seguem sendo tratados como uma espécie de colchão de liquidez e proteção de carteira. Mesmo com a Selic em queda, eles ainda entregam carrego elevado e ajudam na gestão de caixa. Por isso, continuam nas recomendações papéis como o Tesouro Selic 2029 e o CDB do PicPay, que paga 104,5% do CDI. Além disso, algumas casas vêm ampliando a diversificação com crédito privado atrelado ao CDI e fundos de crédito, como forma de acessar esse mercado com menor necessidade de patrimônio.

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