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| | RESTAURANTES | Italiano para todo gosto: qual o seu? | |  | Gabrielli Menezes |
| Qual o melhor italiano de São Paulo? Eu odeio responder a essa coisa de melhor restaurante. Para quem busca uma opinião concreta, é melhor recorrer aos prêmios. O UOL, por exemplo, realizou o Prêmio Nossa de Bares e Restaurantes em 2024 e 2025. Já eu, como pessoa-jornalista-frequentemente-questionada, não consigo cravar um endereço. Não por incapacidade — por um lado, seria mais fácil citar apenas um nome em vez de explicar que tudo depende —, mas porque considero a pergunta insuficiente e até inútil. Desculpem-me: numa cidade tão diversa, escolher um único lugar como o melhor é reduzir a beleza das nuances e tornar estático algo que muda tanto quanto o nosso próprio humor. A comida do melhor restaurante da cidade será indigesta em má companhia, depois de três horas de trânsito ou num momento em que tudo deu errado. É por isso que o melhor, na minha opinião, pode não ser o melhor nem mesmo para mim. Tudo depende. E como tem italiano para todo gosto, você nem precisa escolher um só. |
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|  | Thays Bittar | O novato | Bia Limoni, que faz massas como ninguém, e o chef-televisivo Felipe Bronze abriram o Lina. Bonitos e criativos, alguns pratos superaram a minha expectativa. O ravióli de chocolate branco com mel, foie gras e queijo azul (R$ 180) vale pela ousadia. Já o carbonara que troca o guanciale por bacon de polvo (R$ 172) só não supera o fettuccine com ragu de costela (R$ 148), que, após 18 horas de cozimento, chega à mesa intenso, com hortelã, pinoli e queijo Tulha. Vai lá: Rua Jerônimo da Veiga, 129, Itaim Bibi. @linaristorante | |
|  | | Divulgação | O tradicional | Às vezes o trunfo não é inventar moda, mas se manter fiel ao original. Eu jamais seria capaz de repetir receitas ao pé da letra por quase 80 anos, mas felizmente o time do Jardim de Napoli é. Isso significa que o público pode comer o tradicional polpetone (R$ 115, o grande) a qualquer dia, já que o bolo de carne moída recheado de mussarela, empanado, frito e servido sob molho de tomate, provavelmente, estará igual - e delicioso. Vai lá: Rua Martinico Prado, 463, Vila Buarque. @jardimdenapoli | |
| |  | Ma?rio Rodrigues | O badalado | É impressionante como quem gosta do Modern Mamma Osteria não se cansa de voltar e voltar e voltar. A galera enfrenta a fila (que não melhorou nem agora que há três unidades) e repete os pratos criados pelos chefs Paulo de Barros e Salvatore Loi assim que possível. Nas mesas, estão sempre a lasanha de vitelo com creme de queijos e trufas (R$ 106) e o ravióli recheado com fraldinha e Grana Padano (R$ 94), que lembra um tabuleiro de xadrez. Vai lá: Rua Ferreira de Araújo, 342, Pinheiros. @modernmammaosteria | |
|  | | Divulgação | O esporádico | Há momentos em que Giulianna Iodice troca a redação pela cozinha. A jornalista, que estudou como fazer massa fresca com especialistas como o italiano Antônio Maiolica e Joyce Di Bergamo em paralelo à carreira focada em conteúdo de lifestyle, criou, em dezembro, o Pastamood, um pastifício que funciona esporadicamente. Quarto lançamento da marca, a lasanha verde (R$ 120, 650 gramas) combina os molhos bechamel e bolonhesa e pode ser encomendada até sexta (6) para entregas nos dias 12 e 14. Pede lá: @pastamood__ | |
| |  | | Sour Shrumble, do Bar Setim | Divulgação |
| BARES | Há vida no pouco ou zero álcool | |  | Juliana Simon |
| | Relaxem, não estou aqui para fazer ninguém parar de beber. Só parece que, cada vez mais, teremos abstêmios à mesa e isso é... o máximo ;) Foi com alegria e altas expectativas que soube que São Paulo ganhará um bar que promete oferecer coquetéis sem álcool (mocktails) e com baixo teor alcoólico no mesmo patamar dos alcoólicos. Dia 24 de março abre o bar Setim, em Pinheiros. Estarei linda, leve e solta em férias, mas as receitas sem álcool parecem promissoras: Tea Time (chá preto, leite de coco, xarope de cúrcuma, curry e água de coco, limão siciliano e bitter aromático), o Lapsang Expresso Martini (cold brew, chá lapsang souchong, xarope de tâmara e bitter de cacau) e o Pepita Fizz (leite de semente de abóbora, limão siciliano e tahiti, açúcar, bitter de laranja, clara de ovo, soda limonada, água de flor de laranjeira). "Queremos que quem visitar o Setim possa reger a noite conforme bem desejar", diz Amanda Socha, fundadora do bar. Liberdade para beber bem, o que quiser, como quiser e com carinho, cuidado e expertise da barra, é só o que vou pregar aqui. Se alguém visitar a casa e quiser compartilhar primeiras impressões, só me dar um alô no @sigaocopo. Vai lá: Rua Lisboa, 285 @bar.setim Muita gente se surpreende quando digo que o objeto do meu afeto é abstêmio, então saibam que estou com vocês pelos sabores dos copos de corpo e alma. E aqui mando duas indicações de lugares em que eu e o respectivo fomos juntos e felizes com os mesmos bebericos SEM ÁLCOOL. |
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|  | Divulgação | Bráz Elettrica | Além de entradas, pizzas e sobremesas adoradas, é na casa zero frescura que tomamos os melhores Virgin Mary (R$ 25) de São Paulo. Temperadíssimos, tomatudos, uma bomba de umami... nem dá saudade da vodca da Maria Sangrenta que abala meu coração etílico. Há mais opções entre spritz, fizz e o ótimo mandarino highball (xarope de tangerina, limão, laranja bahia e água com gás - R$ 22). Vai lá: Rua Antônio Carlos, 328 (Augusta), Rua Major Sertório, 106 (Vila Buarque) e Rua dos Pinheiros, 220 (Pinheiros) @brazelettrica | |
|  | | Divulgação | Quincho | Além de ser pioneiro na cozinha vegetariana de qualidade, é um lugar tremendo para beber legal. Com as criações de Andrea Ambrosano, quem tá de álcool tá super bem servido e quem está na toada zero, também. Meu queridinho é o Virgin Bee's Knees (suco de laranja, limão siciliano, mel, gengibre e tônica - R$ 22), mas Raissa (framboesa, suco de cranberry, xarope de amarena, água com gás e uma dose de limão siciliano, com folhas de hortelã na guarnição - R$ 28) é outra ótima pedida. Vai lá: Rua Mourato Coelho, 1447 - Vila Madalena. @quincho.sp | |
| |  | Arquivo pessoal |
| |  | Gabrielli Menezes |
| Ingerir sal é uma necessidade do corpo. Por sorte, o mineral que influencia a pressão arterial também é responsável por ampliar o sabor de todo alimento que entra em contato — inclusive os doces. O sal libera substâncias aromáticas, aguça o olfato e interage com as percepções dos gostos: o amargo se torna mais doce e agradável na sua presença. É por isso que o ingrediente entra em biscoitos, bolos, cremes e caldas. Não é novidade, mas ainda pode gerar estranhamento no paladar, especialmente por como e quanto é utilizado. Aqui vão dois exemplos que provei recentemente em São Paulo: um que rolou bem e outro nem tanto assim. | | |
|  | Divulgação | Rolou | Nove a cada dez vezes que me sento no Takko, peço o pão de banana (R$ 25). Mais conhecido por aí pelo nome inglês (banana bread), leva sal na massa e é servido com um naco de manteiga, que derrete com facilidade pela temperatura do bolinho após selar na chapa. Ao lado, vai a banana fresca fatiada e o doce de leite da casa, com consistência de calda. Por cima de tudo, há cristais de flor de sal. Dá bom! Vai lá: Rua Major Sertório, 553, Vila Buarque. @takkocafesp | |
|  | | Arquivo pessoal | Não rolou | Há uma tara por azeitonas que gera receitas absurdas nas redes sociais, tipo estrogonofe. Isa Scherer entrou na moda e criou o cookie de azeitona. Como sou fã de laricas - das bem feitas -, logo pedi um delivery da Scherbi's. Decepção: o sal vai bem no biscoito, mas a textura dá aquela sensação de "algo de errado não está certo", como se um ingrediente tivesse caído sem querer no preparo. Prefiro o tradicional (R$ 21,50 cada). Pede lá: accon.ai/scherbis e iFood. @scherbi.s | |
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