O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou nesta quarta-feira (18) o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. A decisão era amplamente aguardada pelo mercado de ações, mas ocorre em um ambiente complexo:
o petróleo opera na casa dos US$ 100, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, enquanto a renda fixa brasileira segue pagando prêmios elevados.
Para analistas, o corte já estava na conta e não deve ser motivo para grandes guinadas nos portfólios. Mario Mariante, analista chefe da Planner Investimentos, explica a dinâmica: "o mais importante é avaliar a tendência para as próximas reuniões do BC, que tem no seu radar potencial pressão inflacionária à frente. A estratégia com visão de médio e longo prazo não deve mudar".
"Na Terra Investimentos, entendemos que um corte de 0,25 p.p. na Taxa Selic seria prudente, reforçando o início de um ciclo ainda gradual, influenciado pelo cenário externo mais volátil, especialmente com a escalada geopolítica envolvendo o Irã", diz Régis Chinchila, analista da casa.
Até a próxima reunião, em abril, o foco dos mercados não será apenas Brasília. O mercado internacional segue no radar. "Num ambiente normal, a Bolsa tenderia a se beneficiar dos cortes na taxa de juros, mas agora, com todas as incertezas no Oriente Médio que afetam diretamente o petróleo, é muito difícil tentar prever as movimentações de curto prazo dos preços dos ativos", avalia Ramiro Gomes Ferreira, cofundador do Clube do Valor.
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