Brasil está menos exposto à guerra, mas ainda não sabe o tamanho da conta

• Ibovespa: +0,28% (189.307,02 pts.)
• S&P 500: +0,04% (6.881,62 pts.) 
• Nasdaq: +0,36% (22.748,86 pts.)
• Dow Jones: -0,15% (48.904,78 pts.) 
• Dólar: +0,60% (R$ 5,165)
• Euro: -0,30% (R$ 6,051)
• Petróleo Brent (maio): +6,68% (US$ 77,74)
• Ouro (abril): +1,21% (US$ 5.311,6) 


Contexto: O Ibovespa fechou em leve alta nesta segunda-feira (2), sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, que avançaram acompanhando a forte alta do petróleo no exterior. O início de março foi marcado por ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de semana, o que elevou significativamente o risco geopolítico e trouxe volatilidade aos mercados.

No câmbio, apesar da pressão ao longo do dia, o dólar encerrou distante da máxima do pregão. Exportadores e parte dos investidores aproveitaram as cotações mais elevadas para vender a moeda, reduzindo parte do movimento de alta. Ainda assim, o dólar terminou o dia valorizado frente ao real, em linha com o avanço quase generalizado da moeda norte-americana no exterior.

Em Nova York, as bolsas de Wall Street fecharam praticamente estáveis após uma sessão volátil. Pela manhã, os índices recuaram em reação aos ataques aéreos, mas ao longo do dia houve recuperação, com investidores aproveitando as quedas para recompor posições.

No mercado de commodities, o petróleo registrou forte alta, refletindo os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Os preços do óleo foram pressionados pelo aumento do temor generalizado de escalada da guerra.

Brasil está menos exposto à guerra, mas ainda não sabe o tamanho da conta



A escalada militar entre Estados Unidos e Irã levanta uma pergunta central para o Brasil: o país sai ganhando com o petróleo mais caro ou acaba importando inflação e aperto financeiro?

A resposta, neste momento, é menos confortável do que parece. O Brasil está relativamente menos exposto do que várias economias — especialmente europeias —, mas ainda não sabe qual será o tamanho da conta.

E tudo depende de duas variáveis que o mercado também tenta decifrar: quanto tempo o conflito dura e se ele vai ou não interromper fisicamente o fluxo de energia que passa pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do planeta.


Enquanto essas respostas não vêm, o mercado reage ao risco. O petróleo sobe, o dólar se fortalece e as condições financeiras globais ficam mais apertadas. E é por meio desses preços — e não de tanques ou mísseis — que a guerra chega ao Brasil.

Do lado positivo, temos o fato de que o Brasil é produtor e exportador relevante de petróleo. Então, se o barril sobe de forma persistente, a balança comercial tende a melhorar. Isso pode dar algum suporte ao câmbio e às contas externas.

E como as receitas associadas ao setor de energia aumentam, a arrecadação do governo também pode aumentar.

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O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do Oriente, deve afetar todo o planeta. Segundo a análise do colunista da CNN Money Gilvan Bueno, o país mais afetado pelo fechamento da via deve ser a China, por ser um grande consumidor do petróleo iraniano, impactando principalmente o crescimento econômico do país.

🔗 Confira a análise completa no site do CNN Money



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