Aqui é o Andrew Fishman, presidente e cofundador do Intercept Brasil.
Não estamos vivendo tempos comuns.
E estou escrevendo para você hoje porque o Intercept precisa tomar uma decisão crítica para 2026, e quero explicar por que você é parte fundamental disso.
Muitos celebraram a "volta à normalidade" com a saída de Bolsonaro do Planalto, mas a realidade é bem mais dura.
O Brasil ocupa hoje a 63ª posição no ranking mundial de liberdade de imprensa. Para você ter uma ideia da gravidade: estamos atrás até da Ucrânia.
Sim, estamos atrás de um país em guerra. Lá, jornalistas denunciam censura, espionagem e até convocação militar obrigatória o dia após tentarem ouvir a oposição.
Se a nossa democracia está "saudável", por que nossa imprensa é considerada menos livre que a de um país há anos sob lei marcial?
A culpa não é apenas dos políticos e do judiciário. É da nossa grande mídia também.
Enquanto o Congresso e governadores avançam com pautas que destroem nosso futuro, a imprensa corporativa se acovarda ou, pior ainda, os aplaude.
Jornais e TVs, amarrados a interesses de bilionários e anunciantes do agronegócio e bancos, omitem as verdadeiras causas das nossas crises. Eles transformam o inaceitável em "polêmica" e o absurdo em "tática política".
A grande mídia não vai investigar a fundo quem paga a banda. Ela faz parte da banda.
Enquanto isso, bilionários estrangeiros das Big Techs moldam o que você vê e lê, lucrando com o teatro político que envenena nosso país.
Neste momento perigoso, o Intercept Brasil não tem o rabo preso — e, por isso, vivemos sob ameaça diária.
Nossa redação é pequena, mas barulhenta. Nós fazemos o que a grande mídia não pode (ou não quer) fazer: responsabilizar o poder, seja de quem for, desmascarando os sistemas, não apenas os bodes expiatórios.
Nós investigamos a corrupção corporativa que os grandes jornais ignoram porque os corruptos são seus patrocinadores e sócios.
Mas aqui está a realidade: não podemos fazer isso parados.
As eleições de 2026 já começaram nos bastidores. Precisamos contratar mais repórteres agora. Temos que expandir nossa capacidade de investigar histórias explosivas que a Globo, a Folha, o Estadão e a Rede Record jamais tocariam.
Vou ser direto: se não conseguirmos expandir nossa equipe até o início de 2026, entraremos no momento mais consequente da política recente sem a força necessária. Não podemos permitir que isso aconteça.
É por isso que preciso pedir sua ajuda. Você nos ajudaria a revelar os segredos que podem virar o jogo político? Doe R$ 35 hoje para a campanha de fim do ano do Intercept Brasil.
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