Terça-feira, 2 de dezembro de 2025 Em meio a tensões políticas em diferentes frentes, Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, intensifica articulações para reduzir resistências no Senado, mas enfrenta rejeição de evangélicos e opositores. Enquanto isso, o governo ainda aguarda a documentação necessária para analisar o empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pelos Correios, cujo rombo já chega a R$ 6 bilhões no ano. No cenário internacional, Nicolás Maduro ignorou o ultimato de Donald Trump para deixar o poder e viu sua proposta de um governo interino comandado por Delcy Rodríguez ser rejeitada pelos EUA. No Brasil, a prisão de Jair Bolsonaro expôs uma disputa aberta pelo comando político da família, com a cúpula do PL se movendo para reforçar o protagonismo de Flávio Bolsonaro diante do desgaste interno com Michelle. Já na Câmara, a CCJ deve analisar nesta terça (2) o parecer sobre a cassação de Carla Zambelli, embora um pedido de vista possa adiar a decisão para a próxima semana. | | Jorge Messias Na tentativa de reduzir a rejeição ao seu nome, Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, intensifica articulações com as alas mais resistentes do Senado: evangélicos e opositores. Embora tenha buscado a Frente Parlamentar Evangélica, liderada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), a maioria dos 17 senadores do grupo não aceitou recebê-lo, sob a avaliação de que Messias seria "um petista antes de um evangélico". Ele também tenta aproximação com o PL e Novo, mas enfrenta resistência semelhante. Entre os fatores que pesam contra sua indicação estão sua atuação como advogado-geral da União em embates contra o Congresso, como na crise do IOF, e sua defesa por mais transparência nas emendas, o que ampliou atritos institucionais. | | Crise nos Correios
O Ministério da Fazenda ainda não recebeu a documentação necessária para avaliar o pedido de empréstimo de R$ 20 bilhões que sustentaria o plano de continuidade das operações dos Correios. A medida é considerada crucial para evitar o agravamento da situação financeira da estatal, que opera no vermelho desde julho e acumula prejuízo de R$ 6 bilhões apenas entre janeiro e setembro. A liberação da linha de crédito depende do envio, pelos Correios, do dossiê técnico à Secretaria do Tesouro Nacional, etapa formal indispensável para que o governo autorize a contratação, já que a operação será garantida pela União, o que transfere ao Tesouro o risco em caso de inadimplência. Até a noite desta segunda-feira (1º), porém, segundo fontes da Fazenda, nenhum pedido havia sido protocolado. | | EUA x Venezuela O líder da Venezuela, Nicolás Maduro, desconsiderou o ultimato de Donald Trump e segue no poder após a recusa dos EUA em garantir anistia a ele e seu entorno, mesmo pedindo a saída voluntária em troca de salvo-conduto. Durante conversa em 21 de novembro, Trump rejeitou os pedidos de perdão, retirada de sanções e exclusão de processos internacionais, e deu a Maduro uma semana para deixar a Venezuela. Paralelamente, Maduro propôs que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse um governo interino até novas eleições, uma alternativa igualmente rejeitada por Washington. A passagem segura proposta por Trump expirou na sexta-feira (28), o que levou Trump a declarar no sábado (29) que o espaço aéreo da Venezuela estava fechado, disseram duas das fontes. | | Família Bolsonaro A prisão de Jair Bolsonaro (PL) há dez dias expôs uma disputa pelo protagonismo político dentro da família: enquanto os filhos reivindicam a liderança do clã, Michelle Bolsonaro tenta preservar seu espaço como presidente do PL Mulher. O partido, sob o comando de Valdemar Costa Neto, afirma que o ex-presidente continua dando as ordens da prisão e escolheu o senador Flávio Bolsonaro como porta-voz oficial. A crise no clã escalou com a declaração de Michelle, no fim de semana, com críticas à aproximação do PL com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. A cúpula da sigla marcou reunião de emergência nesta terça-feira (2) e deve ser direta ao enquadrar Michelle para seguir as definições do partido e ao empoderar o filho mais velho do ex-presidente no partido. | | Carla Zambelli O relator do processo de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) apresenta, nesta terça-feira (2), seu parecer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. Diego Garcia (Republicanos-PR) elaborou o relatório após ouvir testemunhas e a própria parlamentar, e a apreciação do documento é a única pauta da comissão. O relator também convocou a imprensa para uma declaração pouco antes da reunião, às 13h30. Apesar de a análise estar prevista para a tarde desta terça, há possibilidade de adiamento caso seja apresentado um pedido de vista; nesse cenário, a matéria deve voltar à pauta da CCJ na próxima semana. O caso chegou à comissão após decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que encaminhou o processo depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a perda do mandato de Zambelli. Inicialmente, Hugo sinalizou que poderia executar a decisão de ofício, mas, pressionado pela oposição, optou por enviar o tema à CCJ como processo de cassação. | | | Veja sobre o que as pessoas estão falando. Leia e compartilhe as notícias | | 26% É o número de trabalhadores que dizem não receber nenhum feedback nas empresas, segundo estudo da Robert Half. Leia mais. | | | "A gente entende que o processo de convergência está sendo lento. Mas não sei se temos a necessidade ou obrigação de criar algum tipo de código na comunicação que vá telegrafar quando o BC vai fazer algo" Do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre decisões da instituição. Leia mais | | | O Contran aprovou uma resolução que altera o processo para obtenção da CNH. A principal mudança é o fim da exigência de aulas em autoescolas, que deixarão de ser obrigatórias após a publicação da norma no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias. Assista | | | | |
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