"A recompra é um sinal indireto de que a bolsa está com 'valuation' atrativo", afirma Daniel Gewehr, chefe de estratégia de ações para o Brasil e América Latina do Itaú BBA. "Quando secar esse volume de recompras é que o preço estará mais equalizado", diz.
Segundo ele, hoje há 128 programas de recompra em aberto, o que representa mais de um terço das 360 grandes empresas listadas na bolsa. Desses programas, 126 foram anunciados em 2024, o maior número de anúncios em um ano desde 2005. E, neste ano, mais 67 programas tiveram início, alguns renovando os anunciados no ano anterior.
A história mostra que esse pode ser um sinal de alta para a bolsa, explica Gewehr. "Olhando a série histórica, quando explode a recompra de ações, a bolsa fica positiva no ano seguinte", diz. Foi assim em 2008, quando em meio a um ano ruim e à forte queda das ações, a recompra disparou para 80 anúncios no ano. No ano seguinte, o Ibovespa subiu 82,66%.
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