O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (conhecido pela sigla MBS) retorna nesta terça-feira à Casa Branca — sua primeira visita desde a morte de Jamal Khashoggi em 2018, quando agentes sauditas assassinaram e esquartejaram o colunista do Washington Post em Istambul. O episódio transformou o príncipe em pária global. Sete anos depois, ele volta como um líder impossível de ser ignorado. A recepção será calorosa. Trump mantém relações comerciais próximas à Arábia Saudita, e analistas como Gregory Gause descrevem a visita como um "triunfo pessoal" para MBS, publicou o The New York Times. Aos 40 anos, o príncipe consolidou poder internamente, afrouxou normas religiosas e modernizou práticas sociais — ao mesmo tempo em que endureceu a repressão política. Sua prioridade agora é remodelar a economia com o programa Visão 2030, reduzindo a dependência do petróleo. Em um artigo publicado no The New York Times, o ex-embaixador Michael Ratney observa que MBS migrou de uma postura intervencionista para uma estratégia focada em desenvolvimento interno. Mas sua transformação depende de petróleo caro e estabilidade regional — algo que afugenta investidores se houver mísseis e drones no horizonte. Na mesa, estarão possíveis acordos de defesa mútua, transferência de tecnologia nuclear e colaboração em IA. Já a normalização com Israel está "praticamente fora de questão", diz Hussein Ibish: os sauditas exigem que Israel reconheça um Estado palestino. Para Riad, grandes acordos com Washington servem para manter os EUA engajados na região. Nova doutrina dos EUA: força no hemisfério e pressão máxima sobre MaduroA administração Trump ampliou drasticamente sua pressão sobre a Venezuela: Ameaça militar real: O porta-aviões USS Gerald R. Ford — maior e mais avançado dos EUA — chegou ao Caribe com 15 mil militares, no maior destacamento regional em décadas. -
Cartel como "organização terrorista": Marco Rubio anunciou que o Cartel de Los Soles, supostamente liderado por Maduro, será classificado pelos EUA como organização terrorista estrangeira. 21 ataques letais: A campanha antidrogas dos EUA já matou 83 pessoas desde setembro. O Pentágono afirma que a operação é comandada por Pete Hegseth; juristas veem risco de crimes internacionais. Possível diálogo: Trump diz que "talvez haja conversas" com Maduro. Mas não decidiu sobre uma ação terrestre.
O The New York Times batizou essa estratégia de "Doutrina Donroe": punir rivais (como a Colômbia de Petro, que perdeu ajuda após criticar ataques a barcos), recompensar aliados (como o resgate de US$ 20 bilhões à Argentina de Milei) e reafirmar domínio norte-americano no hemisfério. Trump reverte posição e agora quer divulgar documentos de Epstein Após fazer campanha para barrar a liberação dos arquivos de Jeffrey Epstein, chamando a iniciativa de "farsa democrata", Trump deu um giro repentino: passou a pressionar os republicanos da Câmara pela divulgação dos documentos. A mudança ocorreu quando ficou evidente que a votação seria inevitavelmente aprovada. Analistas veem uma tentativa de evitar uma derrota pública. Política para passaportes trans: recuo de décadas O governo dos EUA revogou a política que permitia a pessoas trans terem passaporte com sua identidade de gênero. Agora, o documento deve refletir o sexo da certidão de nascimento. O gesto é visto por muitos como uma mensagem de que o governo considera identidades trans "irreais" ou "fraudulentas". Haditha: nova investigação reacende escândalo dos fuzileirosUma investigação do BBC Eye traz novas provas sobre o massacre de 24 civis em Haditha (2005). Dois fuzileiros — Humberto Mendoza e Stephen Tatum — teriam entrado no quarto e matado uma família iraquiana, segundo análise forense. As acusações contra Tatum foram retiradas; o líder do esquadrão, Frank Wuterich, fechou acordo considerado por sua defesa como "equivalente a uma multa por excesso de velocidade". Bangladesh condena Sheikh Hasina à morte A ex-primeira-ministra, hoje exilada na Índia, foi condenada in absentia por crimes contra a humanidade relacionados ao levante estudantil de 2024, que deixou cerca de 1.400 mortos. Ela classifica o julgamento como "farsa politicamente motivada". Sabotagem ferroviária na PolôniaDonald Tusk apontou "ato de sabotagem sem precedentes" após explosão que buscava destruir trem em linha crítica de suprimentos à Ucrânia. Autoridades dizem ser "muito alta" a probabilidade de envolvimento de inteligência estrangeira. Violência e tragédia na ÁfricaEquador: Noboa sofre derrota no referendoO "Não" venceu em todas as quatro perguntas do referendo votado pelos equatorianos — rejeitando bases estrangeiras, mudanças no financiamento de partidos, redução de legisladores e uma Constituinte. Para analistas do El Universo, não é uma ruptura definitiva com Noboa, mas um voto de fadiga e cautela, com o eleitorado focado em segurança, custo de vida e emprego. |
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