O ministro do STF Alexandre de Moraes faz hoje, no Rio de Janeiro, uma audiência com o governador Cláudio Castro, o secretário de Segurança Pública do estado, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica. O STF quer explicações detalhadas sobre a ação policial que deixou 121 mortos. Ontem, o ministro determinou que o governo do Rio preserve todas as provas relacionadas à megaoperação policial mais letal da história do país, e conceda acesso a elas para a Defensoria Pública do estado. Moraes é o relator da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) das Favelas e atendeu a um pedido da Defensoria, que informou que tinha tido seu acesso restringido e que buscaria na Justiça o cumprimento das regras e o acesso às investigações da "Operação Contenção". Defensoria diz que corpos dos 117 mortos no Rio foram liberados. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou na tarde de ontem que a perícia do Instituto Médico-Legal nas vítimas da megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha na semana passada foi oficialmente encerrada. Do total dos mortos identificados, 43 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 possuíam histórico criminal, segundo a Polícia Civil. A corporação apontou ainda que 54 eram naturais de outros estados, incluindo Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás e Espírito Santo. Segundo a investigação, o Rio abriga lideranças do Comando Vermelho de quatro das cinco regiões do país, o que reforçaria o alcance nacional da facção. Datafolha aponta que 4,9 milhões vivem em áreas com crime organizado no Rio. Os números da pesquisa mostraram que quase metade dos que vivem na capital fluminense (48%) disseram viver em área com presença do crime organizado, índice semelhante ao de quem mora em municípios da região metropolitana (46%). Na capital, a situação foi confirmada com mais frequência entre os habitantes da zona oeste (58%), seguida pela zona norte (48%), centro (46%) e sul (24%). Os dados mostraram também que ao menos 4 milhões viram pessoas armadas com fuzis em seus bairros nos últimos 12 meses. A maior parte dos entrevistados (46%) afirmou ter mais medo dos traficantes e das facções do que das milícias (18%) e da polícia (6%). Veja todos os números. Brasil tem maior índice de mortes infantis evitáveis por vacina desde 2015. O número de bebês e crianças menores de cinco anos que morreram por doenças evitáveis pela vacinação no país teve um salto em 2024, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. No ano passado, o país registrou 48 óbitos classificados nessa categoria, número que cresceu pelo terceiro ano consecutivo. Em comparação a 2021, quando foram registradas 15 mortes nessa mesma faixa etária, houve uma alta de 220% — o que coincide com um período de queda das coberturas vacinais. A alta do ano passado fica ainda maior quando comparada apenas com o número de mortes de bebês menores de um ano, com salto de 277% em dois anos. A principal responsável pelas mortes foi a coqueluche, uma doença que não matava crianças no Brasil desde 2021. Veja os números. Governo aumenta verba de comunicação antes de ano eleitoral. Na contramão dos cortes orçamentários para fechar as contas públicas no azul, a pasta da comunicação do governo federal aumentou sua verba em R$ 116 milhões no ano e supera os R$ 600 milhões reservados em 2024, cifra que era a maior aplicada desde 2017. A verba do Orçamento reservada para a ação de "comunicação institucional" banca principalmente as campanhas publicitárias do governo, além de contratos menores, como de assessoria de imprensa e pesquisa de opinião. Só a conta de publicidade da Secom é de R$ 562 milhões anuais, executada por quatro agências. O governo mudou sua estratégia de comunicação desde que Sidônio Palmeira assumiu a secretaria, em janeiro, e ampliou a verba para anúncios na internet e contratação de influenciadores, além da produção de vídeos virais. Terremoto de magnitude 6,3 no Afeganistão deixa ao menos 20 mortos. O tremor atingiu a região de Mazar-e Sharif na manhã desta segunda-feira, no horário local, matando ao menos 20 pessoas e ferindo cerca de 320, segundo as autoridades. O porta-voz do Ministério da Saúde disse, no entanto, que as equipes de resgate estão ativas e que o número de mortos e feridos pode aumentar. O Serviço Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta laranja em seu sistema Pager, que é automatizado e produz informações sobre o impacto de terremotos, e indicou que "vítimas significativas são prováveis e o desastre é potencialmente generalizado". No final de agosto, mais de 2.200 pessoas morreram e milhares ficaram feridas após um terremoto e fortes tremores secundários no sudeste do país. |
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