| Diversificar investimentos vai além da estratégia de escolher múltiplas classes e ativos. É preciso expandir a fronteira e abrir a carteira para outros países. Em geral, ações e títulos dos EUA são os primeiros a serem escolhidos. Mas a tese de diversificação que inclui investimentos na China vem chamando a atenção, e pode interessar para alguns grupos específicos de investidores de perfis moderados e arrojados.
Para investir neste mercado, é importante considerar a volatilidade característica dos países emergentes, além de uma dinâmica econômica específica do país, como o papel expressivo do governo e de empresas estatais na economia, o que direciona recursos e estímulos conforme as prioridades estratégicas, além do controle dos fluxos de capitais estrangeiros e domésticos.
Além disso, o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, destaca que a China tem ciclos bastante particulares e, por vezes, descorrelacionados das economias desenvolvidas. "Enquanto grande parte do mundo enfrentava um processo inflacionário no pós-pandemia, a China registrava deflação no mesmo período", explica.
"Mesmo com todas essas particularidades, a China é altamente competitiva e até líder global em setores tecnológicos estratégicos, como veículos elétricos, painéis solares e energia renovável, telecomunicações 5G e comércio digital, com grandes empresas e cadeias de produção sofisticadas", avalia Shahini. |
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