A Rússia lançou na madrugada de segunda para terça um dos bombardeios mais intensos das últimas semanas, disparando 22 mísseis e mais de 460 drones contra infraestrutura energética e alvos militares ucranianos. Kyiv amanheceu com bairros inteiros sem água, eletricidade ou aquecimento. Ao menos seis pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Para milhões de ucranianos, a mensagem é clara: a ofensiva continua mesmo enquanto Washington e Kiev tentam finalizar uma proposta de paz revisada — um processo que, para a população sob ataque, parece distante de qualquer realidade tangível. A onda de ataques noturnos da Rússia, que atingiu infraestrutura de energia e edifícios residenciais em Kyiv, foi condenada pelo presidente Volodymyr Zelensky, que afirmou que as ofensivas ocorreram "em um momento em que a Ucrânia, juntamente com a América, a Europa e muitos outros ao redor do mundo, estão trabalhando praticamente 24 horas por dia para deter o derramamento de sangue". O chefe da administração militar da capital, Tymur Tkachenko, qualificou a nova ofensiva como "terror cínico", destacando que os bombardeios tinham como alvo tanto serviços essenciais quanto áreas civis. Zelensky acrescentou que a pressão internacional sobre a Rússia "precisa produzir resultados" e sublinhou que não pode haver pausas na assistência militar e financeira ao país. Em resposta, a Ucrânia lançou drones contra uma refinaria em Krasnodar e um terminal petrolífero no porto russo de Novorossiysk. Na região russa de Rostov, três pessoas morreram após ataques ucranianos. Negociação continua Enquanto Kyiv apagava incêndios e tentava restabelecer serviços básicos, as conversas diplomáticas seguiam em Abu Dhabi e Genebra, num ambiente de improviso, desconfiança e crescente pressão internacional. Quem negocia, o que está na mesa, e por quêO Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, tornou-se o principal emissário americano — um papel inesperado para alguém sem histórico diplomático. Reportagens do The Guardian sugerem que sua ascensão reflete a influência do vice-presidente JD Vance no processo. - A gênese do plano: O documento original, de 28 pontos, nasceu de conversas paralelas entre Jared Kushner, Steve Witkoff e Kirill Dmitriev, ligado ao Kremlin -- um detalhe que incomoda Kiev e capitais europeias.
- O que Moscou exigia: reconhecimento de facto de Donetsk, Luhansk e Crimeia como território russo; limite de 600 mil soldados; fim da ambição de entrar na OTAN.
- O que mudou: Zelenskyy disse que o "plano refinado" tem "menos de 28 pontos" e "muitos elementos corretos". A proposta europeia atualiza o limite militar para 800 mil soldados e deixa a porta entreaberta para a OTAN.
- A reação internacional: Macron alertou contra "qualquer capitulação", e Lavrov afirmou que mudanças devem seguir "a letra e o espírito" da cúpula Trump-Putin no Alasca.
Justiça freia Trump: casos Comey e Letitia James são anulados A juíza federal Cameron McGowan Currie anulou os indiciamentos contra James Comey e Letitia James, dois dos críticos mais visados por Donald Trump. Ambos haviam sido acusados recentemente por promotores alinhados ao governo: Comey por supostamente mentir ao Congresso em um depoimento de 2020 sobre vazamentos à imprensa; Letitia James por suposta fraude bancária e declarações falsas em documentos de empréstimo — exatamente o tipo de irregularidade que ela havia imputado ao próprio Trump em seu processo civil de fraude. A juíza não analisou o mérito dessas acusações. Ela derrubou os casos porque a promotora interina que os apresentou, Lindsey Halligan, aliada de Trump instalada às pressas pela procuradora-geral Pam Bondi, estava no cargo ilegalmente. A lei só permite 120 dias de atuação interina; depois disso, a escolha deve ser feita pelos juízes distritais. Permitir nomeações sucessivas, escreveu Currie, permitiria ao Executivo "evadir o processo de confirmação do Senado indefinidamente". Por isso, todos os atos de Halligan — inclusive os indiciamentos — foram considerados "exercícios ilegais do poder executivo". A decisão representa, na descrição do The New York Times, o "revés mais significativo até agora" aos esforços de Trump para forçar o sistema de Justiça criminal a punir seus inimigos. A anulação dos indiciamentos, conforme a agência AP, é vista como uma "forte reprimenda" à manobra legal da administração Trump para instalar uma procuradora leal. O The Washington Post descreveu a decisão como um "golpe enfático" às tentativas apressadas de Trump de arquitetar os processos Trump amplia o uso político do Estado O The New York Times publicou um editorial afirmando que o presidente está distorcendo ferramentas legais e regulatórias para concentrar poder. O texto cita desde perseguições a opositores até interferências em fusões corporativas, caso da Paramount/Skydance (em que a aprovação pela Comissão Federal de Comunicações foi condicionada à contratação de um "monitor de viés" na CBS News e ao fim de programas de diversidade, após a Paramount pagar US$ 16 milhões para encerrar um processo movido pelo próprio Trump), para favorecer aliados. O governo como acionista: a guinada intervencionistaUma reportagem do NYT revela que o governo dos EUA já investiu mais de US$ 10 bilhões na compra de participações minoritárias em empresas estratégicas de aço, mineração, semicondutores e energia nuclear — incluindo 7,5% da MP Materials e 9,9% da Intel. Há preocupações crescentes sobre transparência e favorecimento político, especialmente em torno da startup de minerais Vulcan Elements, ligada a um fundo associado ao filho do presidente. Argentina: uma financeira que domina o futebol entra na mira A Sur Finanzas, patrocinadora da Copa da AFA e credora de vários clubes tradicionais de futebol da Argentina, virou alvo de busca e apreensão por suspeita de lavar dinheiro desviado da Agência Nacional de Discapacidad (Andis, órgão do governo argentino responsável por políticas públicas para pessoas com deficiência. Ela administra pensões por invalidez, coordena benefícios e prestações básicas para esse público e promove inclusão social e garantia de direitos). Um aplicativo de criptomoedas da empresa aparece na rota do dinheiro desviado. Leia reportagem do Clarín. A adolescência agora vai até os 32 anos Um estudo da Nature Communications analisou 4.000 exames cerebrais e identificou cinco grandes viradas na arquitetura neural — com pontos críticos aos 9, 32, 66 e 83 anos, relata a BBC. O resultado mais surpreendente: a adolescência se estende até os 32 anos, período em que o cérebro atinge seu pico de integração, capacidade de adaptação e eficiência energética. Somente então começa a fase "adulta", que vai até os 66 anos, seguida de uma fase "senior" que não implica necessariamente declínio cognitivo. O estudo reacende o debate sobre maturidade, carreira e transições da vida adulta. A biologia sugere que nossas expectativas sociais seguem desatualizadas em relação ao funcionamento real do cérebro humano. Música na mesa de cirurgiaPesquisadores indianos descobriram que pacientes sob anestesia geral respondem à música instrumental suave, mesmo inconscientes. Durante cirurgias, trilhas de flauta e piano reduziram a necessidade de propofol e fentanil, estabilizaram sinais vitais e levaram a um despertar mais rápido e menos confuso. O cérebro mantém um caminho auditivo ativo, capaz de modular o estresse fisiológico. Em hospitais pressionados por custos e volume de cirurgias, reduzir medicamentos e acelerar recuperações é um ganho imediato, e revela algo fascinante: a música alcança o corpo humano mesmo quando a consciência não está presente. Tartaruga centenária morre aos 141 anos Gramma, a residente mais antiga do Zoológico de San Diego, sobreviveu a guerras, pandemias e 20 presidentes. Com 141 anos, era tratada como a "rainha silenciosa" do zoológico. Mulher tailandesa acorda no caixão antes da cremação A equipe do templo ouviu batidas vindas de dentro do caixão. A mulher, tida como morta após dois dias sem resposta, abriu os olhos no instante em que seria cremada. |
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