Por Flavia Martinelli, bióloga e especialista em mudanças climáticas do WWF-Brasil |
| | Divulga, talvez você já tenha visto no noticiário ou nas redes sociais que a COP30, em Belém (PA), começa daqui uma semana (10/11). Esses últimos 30 anos de Conferência têm sido uma jornada intensa. A cada ano, milhões de pessoas perdem suas vidas ou bens materiais, e os prejuízos para famílias, governos e empresas somam bilhões de dólares. Por mais que a ciência tenha demonstrado o que causa essa desregulação do clima, ainda é muito desafiador ter uma transformação sistêmica que leve a soluções concretas. Transição energética justa, fim do desmatamento, conservação dos nossos oceanos, adaptação climática e sistemas alimentares mais eficientes são algumas das soluções que o WWF-Brasil impulsiona em seus projetos e busca levar para a COP30. |
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| Em uma das cartas, a Presidência da COP30 já enviou uma mensagem muito nítida: para enfrentar a crise climática precisamos resgatar o espírito de "mutirão", palavra de origem tupi-guarani que significa mão na massa, coletividade, ação. Somente assim poderemos caminhar para um mundo com menos poluição, mais natureza e mais proteção e qualidade de vida para as pessoas. A Conferência em si é um lugar de esforço coletivo, onde diferentes países são convocados a reduzir a emissão de gases do efeito estufa por meio de seus planos nacionais de ação climática, as famosas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), que impulsionam a colaboração entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento por justiça climática. O setor privado também tem buscado contribuir cada vez mais na chamada Agenda de Ação, na qual se encontra um celeiro de soluções climáticas que pode inspirar novas iniciativas voluntárias. |
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| | E onde ficam eu e você? Somos parte de uma sociedade civil engajada, que faz o melhor que pode ao: (1) promover o debate sobre a crise climática; (2) cobrar empresas a mudarem seus modos de produção; (3) pressionar seus governos a serem proativos em implementar ações de mitigação e de adaptação; (4) cuidar um do outro para agir de forma coletiva, transformando pouco a pouco nossa realidade.
Agir é urgente e a hora é agora! |
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| Flavia Martinelli, bióloga e especialista em mudanças climáticas do WWF-Brasil |
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| Por que a adaptação climática é urgente? | Criada pelo WWF-Brasil, a série especial "Sente o Clima" aborda temas como clima, sociobiodiversidade e os impactos do aquecimento global.
No segundo episódio do videocast, Flávia Martinelli, bióloga e especialista em mudanças climáticas do WWF-Brasil e Alice Pataxó, ativista e embaixadora da organização, falam sobre adaptação climática, que protege pessoas e ecossistemas já afetados pela crise, e destacam o papel das Soluções Baseadas na Natureza.
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