| A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem um projeto que autoriza que despesas do governo federal com projetos estratégicos em defesa nacional não sejam contadas no teto de gastos. A autorização para o drible no Orçamento vale por seis anos, de 2025 a 2030, e estabelece um limite de R$ 5 bilhões para os gastos fora da meta. Para o exercício orçamentário de 2025, especificamente, o texto autoriza até R$ 3 bilhões fora da meta em projetos de defesa. Já para o exercício de 2026, o limite é o estabelecido no projeto, mas com um desconto dos R$ 3 bilhões referentes a este ano. A proposta foi aprovada na câmara por 360 votos a favor e 23 contra — o partido Novo se declarou contra o texto, que já foi aprovado pelo Senado e agora vai para a sanção do presidente Lula. Veja os detalhes da proposta. Cláudio Castro diz ao STF que operação no Rio usou 'violência proporcional'. O governador do Rio de Janeiro afirmou ontem em audiência ao ministro Alexandre de Moraes que a megaoperação contra o Comando Vermelho respeitou as regras fixadas pela corte no julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) das Favelas. Em 26 páginas de explicações, o governo do Rio disse que a ação respondeu aos requisitos determinados pelo Supremo, como definição do grau de força, número de agentes envolvidos, identificação das forças atuantes e armamentos usados, balanço de pessoas mortas, feridas e detidas, medidas para garantir a responsabilização em caso de abusos e violação de direitos humanos. "Foi planejada com controle judicial e acompanhamento ministerial, concentrando-se, preferencialmente, em áreas não residenciais, sem impacto sobre escolas, e com emprego proporcional da força", disse. Leia mais. Mortos em operação no Rio são homens de 14 a 55 anos. Todos os civis que foram mortos durante o confronto com a polícia nos complexos da Penha e do Alemão já identificados são homens, e 44 deles (38%) nascidos no estado do Rio de Janeiro. A média de idade é de 28 anos e 1/3 deles não tem registro do nome do pai na certidão de nascimento. A metade possuía ao menos um mandado de prisão ou, no caso de menores de idade, de busca e apreensão. A megaoperação da polícia deixou 121 mortos, dos quais quatro eram policiais. A Polícia Civil do Rio divulgou ontem uma lista com 115 perfis, que não inclui os quatro agentes de segurança nem outros dois casos, cujas perícias foram inconclusivas. Três dos mortos chegaram à maioridade neste ano, dois eram menores de idade (14 e 17 anos), dois não tinham data de nascimento registrada e três fizeram aniversário na véspera da morte. Leia mais. Bolsa supera os 150 mil pontos pela primeira vez e dólar cai. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, teve ontem a sua nona alta consecutiva, de 0,61%, batendo o recorde histórico. Já o dólar fechou em queda, vendido a R$ 5,357. A valorização do índice supera 24% neste ano e, somente em outubro, avançou 2,26%. Segundo analistas, esse desempenho é resultado principalmente da perda de força do dólar, que estimula as exportações nacionais, e às expectativas de que a inflação fechará o ano próxima ao teto da meta. O mercado também está na expectativa da divulgação de novos dados sobre o emprego nos Estados Unidos e de mudanças no Fed. Mauro Cid tira tornozeleira eletrônica e é o primeiro da trama golpista a iniciar pena. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro retirou ontem a tornozeleira eletrônica em audiência no Supremo Tribunal Federal. Ele era obrigado a utilizar o aparelho desde que fechou seu acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, em 2023. O tenente-coronel não recorreu de sua condenação no julgamento sobre tentativa de golpe de Estado e por isso já começa a cumprir a pena. No regime aberto, Cid só pode sair de casa com autorização, está proibido de deixar o país, não pode portar armas, não pode usar as redes sociais e está proibido de se comunicar com condenados e investigados pela trama golpista. Saiba mais. Morre o músico Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina. O artista morreu na noite deste domingo, mas só ontem teve a morte confirmada pelo hospital onde ele estava internado. Lô tinha 73 anos e estava hospitalizado desde o meio de outubro, após ter sofrido uma intoxicação por medicamentos tomados em casa. Ele teve uma série de complicações e morreu de falência de múltiplos órgãos. O velório será aberto ao público hoje, no foyer do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, no centro de Belo Horizonte. Lô Borges foi um dos nomes mais inventivos da MPB das últimas décadas e um dos formadores do Clube da Esquina, em Belo Horizonte, junto com Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, Wagner Tiso e Milton Nascimento. Saiba mais sobre ele. |
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