Os CDBs de liquidez diária são frequentemente indicados por analistas para investidores conservadores ou arrojados que precisam de liquidez para as reservas de emergência e oportunidade. Em cenários de incerteza, como o atual, a segurança de ter uma instituição financeira como devedora também acrescenta atratividade. Mas ter apenas CDBs de liquidez diária na carteira pode custar caro no longo prazo, segundo um estudo de Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter. Para entender o ponto do analista, é preciso definir um CDB de liquidez diária: um ativo de renda fixa emitido por um banco, geralmente com remuneração atrelada ao CDI (que segue a taxa Selic), vencimento curto – de seis meses ou menos – e possibilidade de saída a qualquer momento. Em contrapartida, há CDBs que não permitem o resgate antecipado e têm vencimento mais longo – geralmente de até três anos –, mas pagam mais do que os de liquidez diária. Para mostrar os efeitos do investimento exclusivo no curto prazo, Winalda considerou cinco níveis de remuneração: 100% do CDI, 102% do CDI, 105% do CDI – comuns em CDBs de liquidez diária –, CDI + 1% e CDI + 2% – representando a remuneração dos títulos mais longos. Ao longo de 20 anos, a diferença entre o primeiro e o último nível de remuneração encosta nos 40%. Confira o estudo na reportagem completa. |
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