Trump assina decretos, perdoa invasão do Capitólio e tira os EUA da OMS e do Acordo de Paris

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Terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Donald Trump assina decretos, perdoa manifestantes que invadiram o Capitólio em 2021 e anuncia a retirada dos EUA da OMS e do Acordo de Paris

Donald Trump


O presidente Donald Trump perdoou nesta segunda-feira (20) os manifestantes que invadiram o Capitólio dos EUA em 2021, dizendo que o perdão abrangeria 1.500 pessoas, o que parece cobrir quase todos os acusados ​​desde o ataque em 6 de janeiro. O decreto faz parte de uma série de mais de cem decretos que Trump deve assinar até o fim desta segunda-feira. O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara Mike Johnson disseram nos últimos dias que Trump deveria perdoar apenas infratores não violentos. Mas a proclamação que ele assinou, concedendo um "perdão total, completo e incondicional", abrange cerca de 600 pessoas com condenações criminais por agredir policiais ou impedir a polícia durante um motim. Trump também assinou decretos que incluem a saída dos EUA do Acordo Climático de Paris e da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Assédio moral


A Controladoria-Geral da União (CGU) encaminhou, para a Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República, denúncias relacionadas a supostos casos de assédio moral envolvendo a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. Os relatos de servidoras – que gravaram situações que estão anexadas ao processo – são de ameaças de demissão, cobrança de trabalho em curto prazo, tratamento hostil, manifestações de preconceito e gritos. Em nota, o Ministério das Mulheres afirmou que nenhuma das acusações foi registrada formalmente nos canais de denúncia da Corregedoria da pasta. As denunciantes alegam que os problemas começaram a partir do desentendimento da ministra com a então secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Polícia, Carmen Foro. Questionada pela CNN, a Comissão de Ética Pública da Presidência respondeu que os processos tramitam em sigilo até o julgamento final

Reunião ministerial


A tônica da reunião ministerial de segunda-feira (20) foi a comunicação do governo, de acordo com fontes presentes no encontro. Ainda com a "crise do Pix" recente na memória, o Palácio do Planalto definiu que vai montar uma "central de monitoramento" para estudar temas potencialmente sensíveis. Já de olho em mudanças no primeiro escalão, Lula prometeu reunião com partidos com assentos na Esplanada dos Ministérios. O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que vai fazer reuniões bilaterais com todos os ministros. O novo chefe da Secom quer saber as ações de comunicação que estão sendo feitas em cada pasta e quais são as apostas de agenda positiva em cada uma. Sidônio ainda disse que vai supervisionar os contratos dos ministérios com agências de comunicação. Nas redes sociais, ele afirmou que vai apostar no protagonismo do Presidente Lula (PT) que vai aparecer mais nas publicações

COP 30


Belém iniciou na segunda-feira (20) uma série de reuniões e visitas técnicas com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) que vieram conhecer os preparativos para a COP30. Os especialistas internacionais estão sendo acompanhados por técnicos dos governos do Brasil, do estado e municipal. O roteiro inclui conhecer a infraestrutura hoteleira e discutir os planos de logística de transporte, segurança pública e saúde para o evento global. A Secretaria das Nações Unidas para a Mudança do Clima (UNFCCC, da sigla em inglês) é responsável pelas negociações para a realização das Conferências. No encontro desta segunda-feira (20), a secretária-executiva adjunta, Noura Hamladji, destacou que o evento é um grande desafio político e diplomático, visto que é necessário o consenso entre mais de 100 países para enfrentar a crise climática

Argentina


A Argentina registrou um superávit comercial recorde de US$ 18,9 bilhões em 2024, de acordo com dados oficiais divulgados na segunda-feira (20), que coincidem em grande parte com o primeiro ano completo do presidente libertário Javier Milei no cargo. O superávit comercial do ano passado supera o recorde anual anterior de US$ 16,89 bilhões, estabelecido em 2009, e ficou no limite superior da previsão de analistas consultados pela Reuters, que esperavam um valor entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões. A balança comercial mensal de dezembro apresentou um superávit de US$ 1,67 bilhão, marcando 13 meses consecutivos em que o valor das exportações excedeu o das importações. Desde que assumiu o cargo no final de 2023, Milei apostou no aumento das exportações de grãos e energia, juntamente com a redução dos gastos públicos, em uma tentativa de controlar a inflação descontrolada
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