A Desperta de hoje destaca as eleições americanas, o fim da greve da Boeing e a reação do dólar. Boa leitura!
Eleições americanas
O QUE ACONTECEU:os Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira, 5, para eleger seu novo presidente, em uma das disputas mais apertadas da história recente. Praticamente todas as pesquisas colocam Kamala Harris e Donald Trump em situação de empate técnico. As urnas abrem a partir das 7h em Brasília e fecham a partir das 20h.
POR QUE IMPORTA: os primeiros números devem ser conhecidos na noite de terça, mas a expectativa geral é que o resultado demore mais de um dia para ser conhecido. Como a votação é indireta, mais importante do que observar o total de votos é ver quantos delegados cada candidato consegue no Colégio Eleitoral e qual deles conquista mais estados-chave. Neste ano, há sete estados decisivos. Na noite de terça ou madrugada de quarta, devemos conhecer o resultado na Carolina do Norte e Wisconsin. Na quarta ou quinta-feira, em Geórgia e Michigan. Na quinta-feira ou depois, em Arizona, Nevada e Pensilvânia.
O QUE ACONTECE AGORA: a expectativa é que o resultado demore a sair e seja revelado só na quarta-feira ou depois. Como há voto pelo correio, há estados, como Nevada, que consideram as cédulas que chegarem nos dias seguintes à votação. Filas nos locais de votação também podem atrasar o fechamento das urnas e, consequentemente, da apuração.
O QUE ACONTECEU:trabalhadores da Boeing em Seattle, noroeste dos Estados Unidos, aprovaram na segunda-feira, 4, a proposta da empresa para encerrar mais de sete semanas de greve que custou mais de 10 bilhões de dólares (57 bilhões de reais) para o grupo e seus fornecedores.
POR QUE IMPORTA: após a rejeição de duas ofertas anteriores, a filial IAM-District 751 do sindicato de maquinistas IAM ratificou com 59% de apoio a última proposta da direção da empresa, que prevê importantes aumentos salariais, anunciou a organização. O novo acordo garante um aumento salarial de 38% ao longo de quatro anos, próximo dos 40% exigidos pelo sindicato. Também inclui um bônus de 12.000 dólares e dispositivos para aumentar as contribuições da empresa a um plano de aposentadoria e conter os custos da assistência médica. O acordo, no entanto, não restabelecerá o antigo plano de pensões da Boeing, como desejavam os funcionários mais antigos.
O QUE ACONTECE AGORA: a decisão provocará o retorno ao trabalho de quase 33.000 funcionários em greve e a retomada das operações em duas grandes fábricas.
O QUE ACONTECEU:dando continuidade à agitação do mercado da última sessão, o câmbio foi novamente o foco - mas, dessa vez, no campo negativo. Os ganhos de +1,53% da última sexta-feira, 1º, que levaram o dólar a fechar no segundo maior valor nominal da história, cotado a R$ 5,87, foram quase integralmente devolvidos. Nesta segunda-feira, 4, a divisa americana fechou em queda de 1,43%, a R$ 5,783.
POR QUE IMPORTA: eram dois os fatores que pressionam a moeda para baixo: eleições americanas e expectativa de corte fiscal no Brasil.
O QUE ACONTECE AGORA: no Brasil, o destaque é para a questão fiscal. O mercado aguarda com ansiedade o anúncio do pacote de gastos fiscais pelo governo e a demora em detalhar as medidas (e o tamanho) colaborou com o mau-humor dos investidores na sexta-feira. O Ministério da Fazenda informou, em nota, que na reunião desta segunda-feira, 4, entre o ministro Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros “o quadro fiscal do país foi apresentado e compreendido, assim como as propostas em discussão”. A pasta, entretanto, não detalhou medidas ou quando o pacote de corte de gastos será apresentado.
🌎 MERCADOS: os mercados internacionais operam em alta na manhã desta terça-feira, 5. Em um dia que promete ser agitado devido às eleições americanas, os índices futuros dos Estados Unidos avançam, assim como as bolsas da Europa. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta também.
🗳️ ELEIÇÕES AMERICANAS: em meio a uma das maiores ondas de incertezas da história em uma votação para presidente, chega o dia oficial das eleições dos Estados Unidos. Disputam o cargo da maior economia do mundo a democrata Kamala Harris, atualmente vice-presidente dos EUA, e o republicano Donald Trump, que tenta o segundo mandato.
📊 BALANÇOS: para completar o combo do dia agitado, a temporada de balanços segue no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, o mercado repercute os resultados de Aura Minerals, Copasa, Itaú, Pague Menos e BB Seguridade, divulgados ontem.
📈 COPOM: e hoje também é dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Por aqui, investidores aguardam que o Banco CentraL (BC) opte por acelerar o ritmo de ajuste para 0,50 p.p. (de 0,25 p.p. na reunião anterior), levando a taxa Selic para 11,25% a.a. Para o BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME), uma combinação de fatores como a atividade econômica resiliente, o mercado de trabalho robusto, a inflação de 12 meses acima do limite superior, as expectativas de inflação desancoradas e um ambiente externo adverso devem levar o BC a tomar essa decisão.
É notório que em praticamente todo grande concurso internacional de vinho, há rótulos brasileiros no topo. No 31º Sélections Mondiales des Vins não seria diferente. Realizado em Montreal, no Canadá, é o maior concurso de vinhos da América do Norte e o único patrocinado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O concurso reuniu 1.630 amostras de 31 países, e o brasileiro Jolimont Intendente 2015, da vinícola gaúcha Jolimont, ficou na lista dos Top 50 melhores da edição de 2024 que se destacaram entre todas as provas. Ao lado do rótulo brasileiro estão vinhos portugueses, italianos, chilenos e espanhóis. O rótulo é considerado uma “obra-prima” da vinícola nascida em 1948 em Canela, no Rio Grande do Sul. A safra 2015 é uma das que conferiu a mais alta qualidade ao vinho, elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Cabernet Franc. No site da vinícola, o rótulo é vendido a R$ 900.Leia a matéria completa clicando no botão abaixo.
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